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quinta-feira, 24 de julho de 2014

SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO



Uma pequena discussão sobre o sistema elétrico brasileiro


O Brasil chegou a uma capacidade de geração elétrica ao redor de 127GW (giga Watts) em dezembro de 2013 segundo dados do MME – Ministério de Minas e Energia. Para 2020, a ideia é crescer 50%, aproximadamente, supondo uma taxa de crescimento em torno de 4,5 a 5% ao ano. Como sustentar esse crescimento? Quais fontes energéticas serão mais sustentáveis, não só do ponto de vista ambiental, mas também do econômico?


Sistema elétricoPara que um país cresça e se desenvolva nos setores econômico, industrial e social, um dos pontos mais importantes é a sua capacidade de suprir a demanda energética. Atualmente, com relação a esse item, apenas isso não basta. Temos de olhar com muita atenção para as questões ambientais inseridas nesse contexto. Se, de um lado, é importante preservar o meio ambiente, e realmente é, de outro, a demanda por energia aumenta substancialmente.

Para tanto, planejamento é fundamental. Temos um grande potencial hidrelétrico (260 GW), 70% ainda não explorado - a maioria na região amazônica; os melhores ventos do mundo circulam por aqui; nosso potencial solar é maravilhoso; várias culturas de biomassa estão em nosso país; estamos sempre entre a 5ª e 7ª reserva de urânio do mundo; e também temos as reservas do pré-sal e de gás natural ainda por explorar – sem falar no polêmico gás de xisto (shale gas). 


A nossa variedade climática nos ajuda muito também. Isso permite, por exemplo, que o ONS (Operador Nacional do Sistema) possa organizar a produção, por parte das usinas, e o fornecimento de energia para os consumidores de forma mais racional, pois o nosso sistema elétrico é interligado. O ONS é o responsável pela operação do sistema elétrico brasileiro gerenciando os recursos energéticos de acordo com a oferta e a demanda do sistema.

A capacidade instalada atual das usinas hidrelétricas - de acordo com o MME - é de 86 GW, ou seja, 67,7% do total, o que revela a importância dessa fonte para o país. A maior parte delas foi construída nas décadas de 1970 e 1980, época em que as questões ambientais estavam apenas engatinhando. Hoje, temos um quadro bem diferente: as questões ambientais ganharam muita força e a simpatia da sociedade civil o que, no caso das hidrelétricas com reservatório, força-nos a repensá-las.

Usinas hidrelétricas com grandes reservatórios produzem energia que é conhecida como despachável - pode ser armazenada, neste caso, sob a forma de “água represada”-; já as usinas a fio d’água - que estão sendo construídas atualmente no país e têm reservatórios de pequena capacidade - dependem muito mais da vazão do rio, ou seja, são muito vulneráveis às condições climáticas e, no caso de estiagem, não terão reserva de água para funcionar e fornecer energia. Portanto, usinas a fio d’água representam um ganho ambiental, mas uma insegurança quanto ao fornecimento contínuo de energia.

As outras formas de energia despachável que temos à disposição são a nuclear e as térmicas a combustíveis fósseis. Solar e eólica, que são as fontes renováveis mais utilizadas no mundo, não são despacháveis - até o momento não se consegue armazená-las. Portanto, elas não podem garantir a segurança no fornecimento de energia.

O governo federal, a partir de 2001, ano do famoso “apagão”, começou a investir mais fortemente nas usinas térmicas a combustíveis fósseis que passaram a ser as grandes aliadas do nosso sistema elétrico, atuando de modo complementar às hidrelétricas para manter a segurança energética. Mas agora, praticamente na metade do 1º semestre de 2014, estamos pensando em, talvez, promover as térmicas a combustíveis fósseis de reservas - complementares - a titulares. 

Como se sabe, esse tipo de usina é mais cara e poluente. Será que vamos enveredar por esse caminho? E as térmicas a biomassa, não seriam uma melhor solução. Elas também utilizam fontes renováveis - dependem da natureza - porém, uma vez colhida a safra de determinado período, ela pode ser armazenada. 

Outro ponto muito importante, pouco abordado e incentivado pelo nosso governo, é a energia distribuída, ou seja, não centralizada. Deveríamos investir muito mais nesse tipo de fonte energética que é uma forma inteligente e estratégica de desafogar o sistema centralizado. Haveria menores impactos ao meio ambiente e um maior controle de gastos já que cada brasileiro consumidor de energia teria informações em tempo real através de uma rede inteligente conhecida por smart grid. Além disso, o smart grid contribuiria com outro assunto não muito em pauta que é a tão necessária eficiência energética. 

Enfim, existem várias opções num país tão diverso, inclusive no clima. Resta saber se o clima e o meio ambiente políticos vão contribuir para um “tempo bom e ensolarado” no setor energético.

sábado, 6 de julho de 2013

ENERGIA NUCLEAR

ANGRA 1: problemas que nos servem de exemplo



usina nuclear
O programa nuclear brasileiro caminha lentamente desde a entrada em operação comercial de sua primeira usina no país, denominada Angra I, em Angra dos Reis no Rio de Janeiro em 1985 com 0,64GW de potência instalada. Com a mesma tecnologia alemã, outra usina também foi construída, só que bem mais tarde, em 2001, Angra II com 1,35GW. As duas usinas representam 3% da geração de energia elétrica do país.

O governo prometeu mais uma usina nuclear para 2016, mas uma revisão no cronograma das obras, realizada pela estatal Eletronuclear, alterou a entrega para maio de 2018. Estamos falando da usina Angra III.

Ao que tudo indica, a partir de agora, o programa nuclear brasileiro deixará de lado sua estagnação e começará a avançar de modo mais efetivo. Estão propostas de quatro a oito usinas nucleares em 17 anos. A justificativa do governo é a de que temos de investir em todas as formas de energia, incluindo a nuclear, principalmente por se tratar de energia firme, característica que as renováveis não possuem.

Agora, como podemos nós, brasileiros, confiar em um futuro programa nuclear, proposto pelo governo, com as recentes falhas ocorridas na usina Angra 1.

O histórico de "falhas", só nesse ano, vai desde um problema no sistema de água de alimentação principal da unidade - onde não há radiação - levando ao desligamento da usina em 25 de março, até o mais recente desligamento ocorrido em 04 de julho por atuação não programada das barras de controle - que "controlam" a velocidade das reações de fissão nuclear e por consequência a temperatura da água e a pressão do vapor formado atuando, portanto, diretamente na segurança do sistema.

A usina foi desligada, segundo dados oficiais, quatro vezes esse ano, do SIN - Sistema Interligado Nacional - por apresentar algum tipo de problema.
Alguns desses eventos são chamados de ENU - Evento Não Usual - sem maiores consequências quanto à segurança da usina e da população próxima a ela.

O que esses "eventos" nos faz pensar é como podem ocorrer tantas falhas em tão pouco tempo. Portanto, não seria um equívoco, nem tampouco uma fantasia, pensar nesses problemas ocorrendo em várias outras usinas que estão sendo propostas para o futuro, de acordo com o nosso programa nuclear.

Claro que cada caso é um caso, mas, com esses eventos recentes, fica difícil confiar em segurança nuclear e que ficaremos tranquilos, pelo menos quanto a operação do sistema. Vejam que não estou considerando o imponderável, os acidentes provocados por eventos naturais ou até mesmo ataques terroristas ou coisa do gênero, mas sim o simples exemplo dos erros atuais que estão ocorrendo em uma usina já instalada e operacional no país.

Enfim, devemos ficar de olhos bem abertos e exigir uma ampla discussão com a participação popular antes que qualquer decisão quanto à construção de novas usinas nucleares seja decretada no país.   

quarta-feira, 24 de abril de 2013

TÉRMICAS

Matriz elétrica brasileira com mais térmicas?

Seria correto deduzir que, com as recentes declarações da presidente Dilma Rousseff - "quando pequenos reservatórios ou usinas a fio d'água são construídas, necessariamente há uma consequência: as usinas térmicas terão de entrar no sistema para fazer papel de reservatório" - , as térmicas passarão de reservas a titulares de nossa matriz elétrica?

 

A presidente Dilma e as térmicas

 Nossa matriz elétrica é, predominantemente, hídrica. Pois bem, do ponto de vista estratégico, ou alteramos essa predominância, investindo mais em outras formas de geração, ou a mantemos, garantindo a segurança do sistema, com a construção de novos reservatórios.


Mais térmicas na matriz elétrica significa mais poluição e danos ambientais ou, se preferirem, danos atmosféricos (climáticos).

Ora, se as restrições ambientais à construção de usinas com reservatórios (que podem "armazenar energia") têm como objetivo preservar o meio ambiente e manter as condições sociais locais intactas, não me parece sensato "substituir" esses futuros reservatórios, que não serão mais construídos, de acordo com essa postura atual, por térmicas mais caras e poluidoras.

Na prática é isso que está acontecendo: estamos trocando os reservatórios pelas térmicas. Ou seja, estamos alterando o formato do dano ambiental, que pode ser maior ou menor - isso é discutível, mas, sem dúvida, o meio ambiente continuará sofrendo e, ainda por cima, com uma conta mais cara a ser paga - não se sabe ao certo por quem.

Será que estamos no caminho certo? Será que não há uma saída mais sensata e adequada às conquistas ambientais do que esta que está sendo proposta?

By FONTES DE ENERGIA
  
 
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